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Goiabada Zélia em Crescimento - Diário do Comercio

Post 27 Agosto 2016 em Notícias
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Lido 910

 

Diário do Comercio

Criada para dar vazão à safra de goiaba, que corria o risco de não ser aproveitada, a goiabada se tornou um dos doces mais populares do Brasil. No Estado, faz dupla com o queijo Minas, que ganhou nome de romance: Romeu e Julieta.

A cidade de Ponte Nova, na Zona da Mata, é conhecida por ter uma das receitas mais tradicionais de goiabada cascão do Estado. O gestor da fábrica mais antiga da região comemora um crescimento de 15% de janeiro a agosto de 2015, sobre idêntico período de 2014, planeja novos lançamentos e decreta: "não existe crise para goiabada".

O sócio-diretor da Goiabada Zélia, Renato Mol, faz parte da quarta geração no comando da empresa e fala com entusiamo da produção, que deve chegar a 80 toneladas este ano. " uma empresa familiar. Datamos a inauguração como em 1950, mas ela já existia antes, com outros nomes, e a tradição da goiabada na nossa família já tem mais de 100 anos. Hoje somos eu e minhas irmãs Celeste e Carminha que cuidamos da produção. Já estamos com a quinta geração aqui dentro. Distribuímos para todo o Brasil e 2015 é um ano de crescimento", comemora Mol.

A Fazenda Jatiboca, em Urucância, cidade próxima a Ponte Nova, é a responsável pela produção de 70% da matéria-prima utilizada - a goiaba Paloma. O restante é comprado - parte de produtores locais e parte de regiões mais distantes. "Gostaria de comprar mais goiaba aqui de perto, para que o dinheiro circulasse pela nossa região, mas não tem produção suficiente por aqui. Se existisse algum tipo de incentivo para os pequenos produtores seria bom para eles e para os fabricantes de doce", afirma o empresário.

Enquanto o sabor tradicional e o modo de fazer artesanal são preservados como os maiores valores da marca, a modernidade vem na forma de apresentação e reposicionamento da marca. O tacho de cobre é o responsável pelo brilho do doce, que não leva nenhum outro ingrediente que não seja goiaba e açúcar. De outro lado, novos rótulos e embalagens foram desenvolvidos com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas).

"Há algum tempo aconteceu a polêmica sobre o uso do tacho de cobre. Hoje, tenho tachos estanhados para trabalhar. Provamos, porém, que sem usar o limão na fórmula não existe a formação do zinabre (hidrocarboneto de cobre, substância de cor verde considerada tóxica). Assim podemos continuar usando a material tradicional.  uma questão de dominar a técnica. Sem o limão a goiabada fica ainda mais bonita e saborosa", ensina.

Na safra, a Goiabada Zélia chega contar com 40 colaboradores entre a plantação e a produção. 85% da equipe é formada por mulheres. Apenas uma pequena inovação foi permitida na fabricação: uma máquina que "bate" o doce, dispensando muitos braços do serviço mais pesado.

Reconhecimento - O apoio da vigilância sanitária foi fundamental para a estruturação da fábrica, que resultou em premiações importantes, como em 2013, o Expressão das Gerais, pela "Band Minas", e em 2014, o Excelência Empresarial, conferido pela Cia de Talentos. "Sempre que pensamos em fiscalização achamos que é uma coisa ruim. Mas ao contrário. Aqui tivemos acesso a muita informação. Fizemos curso e tudo melhorou. Isso é muito importante, principalmente para os pequenos produtores. Como fábrica mais antiga, fazemos questão de receber os produtores que estão começando.  importante que a região se fortaleça. Não precisamos ser concorrentes, devemos ser parceiros", avalia.

Entre os planos para o futuro estão o lançamento de novos sabores, ampliação da área de plantio e participação em mais eventos como feiras e festivais de gastronomia. A receita da banana foi desenvolvida até atender os exigentes paladares da família Mol. A fruta que dá origem ao doce ainda é comprada fora, mas os primeiros pés já devem ser plantados no próximo ano. Já a mangada, que é colocada no mercado apenas na temporada da manga, vai passar a ser oferecida durante todo o ano. A previsão é de que a produção chegue a 20 toneladas no fim de 2016.

"Já produzimos manga ubá e vamos plantar banana também, além de aumentar o plantio de goiaba. Enquanto centramos esforços na produção, nossos sucessores estão participando de eventos para divulgação. Acredito que temos muito para crescer dentro do Brasil. O consumo vem aumentando e estamos trabalhando com determinação."

 

Confiram a reportagem no link abaixo:

http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?id=160483

Última modificação em Sábado, 27 Agosto 2016 12:45
Lido 910
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